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São poucos os escritores que conseguiram alcançar o patamar de Elias Canetti, autor de uma importante obra que abrange os mais variados géneros e estilos literários — do romance e ensaio de grande fôlego aos cadernos de apontamentos, dos epigramas ao teatro —, e da qual desponta uma das mais originais e perspicazes reflexões sobre a condição humana em sociedade, combinando erudição com fulgor narrativo. Neste último volume das suas memórias, Canetti descreve com punho de romancista os seus anos em Viena e a efervescente vida intelectual da cidade, habitada por figuras como Anna Mahler, Robert Musil e Hermann Broch, o compositor Alban Berg ou o enigmático e fascinante Doutor Sonne, o qual, sentado na sua mesa no Café Museum, falava como Musil escrevia. Ao longo das páginas, desponta o retrato trágico e irónico de uma época que exala o último fôlego dos seus anos dourados, antes da ascensão do nazismo apagar para sempre a luz civilizacional que irradiava.
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O jogo de olhares, Elias Canetti
- Langue
- Année de publication
- 2018
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- (souple)
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- Titre
- O jogo de olhares
- Langue
- Portugais
- Auteurs
- Elias Canetti
- Éditeur
- cavalo de ferro
- Publié
- 2018
- Format
- souple
- Pages
- 368
- ISBN10
- 9896232660
- ISBN13
- 9789896232665
- Séries
- La Trilogie des Mémoires
- Mots clés
- Nonfiction, Histoires vraies, Biographies, Autobiographies et mémoires, Littérature allemande, Prix Nobel, Bulgarie
- Première publication
- 1985
- Titre original
- Das Augenspiel. Lebensgeschichte 1931–1937
- Évaluation
- 4,2 sur 5
- Description
- São poucos os escritores que conseguiram alcançar o patamar de Elias Canetti, autor de uma importante obra que abrange os mais variados géneros e estilos literários — do romance e ensaio de grande fôlego aos cadernos de apontamentos, dos epigramas ao teatro —, e da qual desponta uma das mais originais e perspicazes reflexões sobre a condição humana em sociedade, combinando erudição com fulgor narrativo. Neste último volume das suas memórias, Canetti descreve com punho de romancista os seus anos em Viena e a efervescente vida intelectual da cidade, habitada por figuras como Anna Mahler, Robert Musil e Hermann Broch, o compositor Alban Berg ou o enigmático e fascinante Doutor Sonne, o qual, sentado na sua mesa no Café Museum, falava como Musil escrevia. Ao longo das páginas, desponta o retrato trágico e irónico de uma época que exala o último fôlego dos seus anos dourados, antes da ascensão do nazismo apagar para sempre a luz civilizacional que irradiava.