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Póvoa Feiticeira

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Há uma poesia para lá do amor a um ser que nos completa, para lá do olhar analítico sobre a condição humana, uma poesia que se dirige para a margem do alvo humano, embora seja das mãos do humano que parte do objecto por ela cantado nasce. Falo da poesia à terra-mãe, natural ou adoptiva, tanto interessa. Uma poesia que tem os poemas mais lídimos representantes e de todos conhecidos inscritos na arte do fado - quem não conhece pelo menos um fado dedicado a Lisboa ou a Coimbra, quem não conhece um Porto sentido? - mas que não se esgota nessa canção. De certo modo, um poeta, um autor traz atrás de si o cordão umbilical da terra que pisou nos anos de criação da veia donde brotará o verbo, e prestar-lhe o preito de um poema ou de uma obra poucos se esquecem. Luís Abisague, não tendo bebido os primeiros céus na Póvoa, reconhece-se, contudo, como um peixe do seu mar, onde sentiu ter-se começado a cumprir como homem e poeta. Os poemas dedicados à Póvoa foram, assim, emergindo da espuma até darem à praia, fazendo-a "Póvoa Feiticeira".

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Póvoa Feiticeira, Luís Abisague

Langue
Année de publication
2016
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5,0
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Titre
Póvoa Feiticeira
Langue
Portugais
Éditeur
Mosaico
Publié
2016
Format
souple
ISBN10
9898253738
ISBN13
9789898253736
Séries
Évaluation
5 sur 5
Description
Há uma poesia para lá do amor a um ser que nos completa, para lá do olhar analítico sobre a condição humana, uma poesia que se dirige para a margem do alvo humano, embora seja das mãos do humano que parte do objecto por ela cantado nasce. Falo da poesia à terra-mãe, natural ou adoptiva, tanto interessa. Uma poesia que tem os poemas mais lídimos representantes e de todos conhecidos inscritos na arte do fado - quem não conhece pelo menos um fado dedicado a Lisboa ou a Coimbra, quem não conhece um Porto sentido? - mas que não se esgota nessa canção. De certo modo, um poeta, um autor traz atrás de si o cordão umbilical da terra que pisou nos anos de criação da veia donde brotará o verbo, e prestar-lhe o preito de um poema ou de uma obra poucos se esquecem. Luís Abisague, não tendo bebido os primeiros céus na Póvoa, reconhece-se, contudo, como um peixe do seu mar, onde sentiu ter-se começado a cumprir como homem e poeta. Os poemas dedicados à Póvoa foram, assim, emergindo da espuma até darem à praia, fazendo-a "Póvoa Feiticeira".